Sem destino, sem terra à vista.

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Quem escreve essas abobrinhas todas.


            Meu nome é Acsa Serafim, 18 anos, estudante de jornalismo e com todos os sonhos do mundo dentro da bolsa. Não sei me descrever. E nem tento. É chato. Cansa. Magoa. E no fim das contas, não descreve nem um terço do que posso ser, fui ou sou. 
             Só vivo, sabe. E como vivo. Vivo por inteiro porque é isso que me resta a fazer. Me preocupo e choro com tudo. Sou das mais bestas meninas da terra. E das mais corajosas e apaixonadas, também. Apaixonada por tudo. Folhas, sol, nuvens, filmes, sensações, vinhos, gostos, cheiros e, sobretudo, pessoas. Minha vida se resume a viver um dia de cada vez, na esperança de que cada dia vai ser muito, mas muito melhor que o anterior. Gosto de pensar que estou ficando mais jovem, e as rugas que irão aparecer daqui a alguns anos serão só um lembrete de que vivi a vida como ela devia ser vivida: aprendendo com os erros (tantos erros) que cometo, e tentando não cometê-los de novo. 
             Meu riso é sincero e as minhas lágrimas também. Quando amo ou sofro, o faço por inteiro, sem ressentimentos, sem poupar coração. É, amigos. Eu gosto de viver ao extremo. Não gosto de deixar pra depois o que posso fazer hoje. Nem gosto de poupar amor quando posso distribui-lo às toneladas. 
            Esse blog é um pedaço de mim, ainda que pequeno, no fim das contas. Ficam aqui meus melhores versos, meus piores pensamentos e o máximo que eu puder botar pra fora. É um desabafo, é um choro, é, também, um riso. Aqui ficam todos os poemas e os pensamentos mais profanos. Fica o melhor e o pior de mim. Fica meu riso e meu choro, minha dor e meu prazer.
           As letras, pontos e vírgulas me proporcionam um efeito terapêutico fantástico. É quase um orgasmo. Por isso, escrevo. Coloco nas letras e palavras e pontos e vírgulas meus erros e acertos e sonhos e medos... E tento esquecer tudo que escrevo depois. É um diário, talvez. Ou um confessionário. Ou uma gaveta na qual guardo todas as cartinhas que enderecei a mim mesma. Ou qualquer outra coisa com qualquer outro nome que você escolher. Escrever é a minha paixão. E se você sente o mesmo, sinta-se à vontade pra me ler, dar suas broncas ou comentar qualquer coisa. Nem que seja um oi. Ou um tchau.